Com a licença da Clara Gomes e dos Bichinhos de Jardim.
Feliz Natal Capital à todos.
Edit: Antes de ficar cantando “Bate o sino pequenino”, leia isto.
Edit 2: Eu não aprovo comentários anônimos.
A!Live djyuki em palavras e links.
Com a licença da Clara Gomes e dos Bichinhos de Jardim.
Feliz Natal Capital à todos.
Edit: Antes de ficar cantando “Bate o sino pequenino”, leia isto.
Edit 2: Eu não aprovo comentários anônimos.
Primeiramente, o Dreamteam foi atualizado com sucesso para o Wordpress 2.7.
Sem segundo lugar, me alivia saber que Jesus foi deveras açoitado, sofreu e morreu pendurado na cruz expirando uma golfada de vida por vez. É o que ele merece por ser o responsavel por um feriado fútil e pobre como o Natal. A premissa é a mesma do ano passado: vão-se os bons costumes e aceita-se, de pernas abertas e com olhos de cigana oblíqua e dissimulada (apenas para parafrasear a última boa-moda que a Rede Bobo lançou), a enxurrada de ânsias de consumo.
Planejo algo melhor para escrever em breve. Não me faltam anseios de por às letras o que brota neste tecido fértil que é a mente do autor — deveras mau-humorado — deste post.
A essa altura do campeonato, todos devem ter idéia de como World of Warcraft funciona. Mesmo assim, vou explicar parte da dinâmica do jogo:
Duas facções dos personagens do jogo vivem em guerra permanente. São elas a Horda, formada pelos Orcs, Trolls, Taurens, Forsakens (Undead) e Blood Elves e a Aliança, formada pelos Humanos, Elfos Noturnos, Gnomos, Anões e Draeneis.
Existem basicamente três tipos de servidores em WoW: PvE (jogadores versus ambiente), PvP (jogadores versus ambiente com batalhas entre as facções habilitadas por padrão) e RP (roleplay, para jogadores que gostam de interpretar seus personagens). O Firetree, servidor onde jogo, é PvP, o que significa que, a qualquer momento e em — quase — qualquer mapa, um jogador da Aliança pode vir me atacar.
Hoje foi um destes dias.
O primeiro gank ninguém esquece. Ser covardemente atacado por um personagem de nível muito mais elevado enquanto se está matando bichinhos e acumulando itens com o inocente propósito de ganhar experiência e reputação é muito chato e frustrante. Ainda mais frustrante é saber que, após recuperar seu corpo para voltar a jogar, o ganker estará lá, escondidinho, para te atacar novamente. Um saco, diga-se de passagem.
Hoje, em Stranglethorn Vale, estava eu (Delirium) e a Juca (Melisse) nos sufocando com mais uma das chatissimas quests de Troll, depois de tomar um gank sem-graça de um Death Knight de nível muito mais alto que o nosso, até que surge o noob. Um Blood Elf, assim como nós, envenenado, fugindo de um pet com nome vermelho. “Ally! Hunter Ally aqui perto!” e lá veio ele, um Night Elf Hunter nível 41. “Cacete, 41… Bora pra cima!” e lá se foi a pancadaria.
O pet morre, o Night Elf morre e os dois presentes ganham Achievement. Aí o mob de trolls nos mata.
Valeu cada segundo.
Boa noite, que amanhã tem mais jogo.
Edit: Se interessou pelo jogo? Leia mais e entenda mais em http://www.wowwiki.com/Portal:World_of_Warcraft e em http://www.WorldofWarcraft.com/
De repente, ela se sentiu despertar de um longo sonho. Estava em um lugar estranho e apertado, cheio de gente. “Que assento estranho” ela pensou, e apalpou o encosto da cadeira fofa e estranhamente acolchoada. Olhou à sua volta e percebeu os longos corredores de cadeiras iguas às dela, presas ao chão. Notou também que todos os sentados temiam algo, pois se estampava no rosto de cada um. Duas senhoras bem-vestidas corriam pelos corredores, mas não aparentavam tanto pavor.
Vou começar compartilhando o meu conhecimento sobre o âmago da questão.
Pêlos são apêndices filiformes de origem dérmica e formados por queratina, que revestem a pele dos mamíferos, fornecendo-lhes proteção contra as diferenças de temperatura. Ou, tão-só, são hastes queratinizadas formadas pelo folículo piloso. Ao menos foi isso que a Wikipédia me disse. Lamentavelmente, o artigo falha em mencionar outros tipos de pêlo, tais como os que revestem a parte interna das narinas, deixando neste post apenas mais uma dúvida.
Continuo a compartilhar meu conhecimento sobre os folículos capilares com a explicação de uma amiga: “Os pêlos são meios de defesa do corpo dos mamíferos contra determinadas doenças. Eles impedem que vírus e bactérias se aproximem de cavidades ou mucosas”. Essa já faz um pouco mais de sentido, explicando a existência de pelos no nariz, nas orelhas de alguns indivíduos genéticamente menos afortunados e nas proximidades da pube.
Outra explicação viria do evolucionismo e do comportamento sexual: O crescimento de pelos pelo corpo dos seres humanos tem início na puberdade e se extende até o fim da vida adulta. Folículos se desenvolvem nas axilas, pube, rosto, membros, torso e costas. A densidade e a possível ausência destes é determinada pelo sexo, (des)equilíbrio hormonal, genética e fatores externos — tais como o clima onde está o vivente.
Resumindo: os pêlos protegem o corpo do frio, de doenças e são responsáveis por dizerem ao mundo se nascemos com pipi ou com periquita, já que as demais características sexuais humanas às vezes não dão conta do recado.
Ainda assim, após esta manhã me olhando no espelho, lavando o rosto e, em seguida, deslizando a lâmina de barbear pelo semblante lambuzado de espuma saponífera, eu me pergunto:
Para que serve a barba?
Honestamente, senhores. Me falta a resposta. A barba não se encontra em qualquer das explicações dadas acima. Ela não protege contra o frio, não protege contra doenças da pele e não é um fator limitante — tampouco determinante — para entendermos se o próximo é macho ou fêmea. Se houvesse real utilidade para a mesma, nossos jogadores de futebol não propagariam ânsias de consumo de triplas-lâminas “Turbo” pelas redes nacionais de televisão afora. E, não bastasse tudo isso, fazer a barba é um saco. Sem trocadilhos.
Felizes são aqueles que não precisam se barbear todos os dias. Dia-sim-dia-não já me faria deixar a pele do rosto em uma faca com a finalidade de não precisar me barbear nunca mais. Uma vez por semana (às vezes nem isso, dada a alta tendência de procrastinação do escritor) é mais que o suficiente para esgotar a paciência. O macho acorda logo cedo e se depara com aquele porco-espinho grudado ao queixo, automaticamente se lembrando da reclamação da sua companheira na noite anterior. O cara acorda, vê aquele porco-espinho grudado ao queixo e, ainda em torpor sonífero, se dispõe a eliminá-lo. Finalize a tarefa sem arranhões e sangramentos para mais pontos de reputação com seu chefe e sua companheira.
Seguindo novamente o evolucionismo, as próximas gerações tendem a ter cada vez menos pêlo corporal. A androginia e bi-sexualidade tomarão o mundo, fazendo homem e mulher se diferenciarem cada vez menos — inclusive entre quatro paredes — e farão com que ambos sejam cada vez mais semelhantes. Só rezo para que isso se aplique ao rosto também.
A!Live djyuki é assistente de produto e odeia fazer barba, apesar de gostar do rosto liso. Escreve às quandodanatelha-feiras e quando o vento é favoravel.